Tecnologia para controlar as dores no joelho

Dor crônica: Repouso ou movimento?
27 de abril de 2016
O que você precisa sobre a Fibromialgia
8 de junho de 2016

Tecnologia para controlar as dores no joelho

Dor no joelho é uma queixa comum que afeta muitas pessoas de todas as idades, especialmente idosos,atingindo de 20 a 30% das pessoas com mais de 65 anos. Porém, com o decorrer dos anos essa queixa vai se tornando mais frequente em todos. A artrose, também chamada de osteoartrite, é uma das doenças que acomete estas articulações, e, de um modo geral, promove o desgaste da cartilagem que recobre as extremidades dos ossos, mas também danifica outras estruturas que fazem parte desta articulação, como os ligamentos, a membrana sinovial e o líquido sinovial.

De acordo com o especialista em dor, André Félix, inúmeros tratamentos para o controle das dores, vêm sendo utilizados, com resultados nem sempre satisfatórios, dentre eles: fisioterapia, terapia ocupacional, medicações (analgésicos, anti-inflamatórios, narcóticos), injeções intra-articulares de corticoides e ácido hialurônico, além de terapêutica cirúrgica.

Em muitos casos, o tratamento conservador não tem uma resposta adequada. A Radiofrequência é considerada uma alternativa segura e eficaz para estes casos. A Radiofrequência promove o bloqueio da dor ao queimar os nervos geniculares, nervos que conduzem a maior parte da dor do joelho, é uma alternativa que surgiu e vem ganhando destaque por apresentar bons resultados”, explica o médico.

 

Radiofrequência no tratamento da dor

Segundo André Félix, a radiofrequência é um procedimento minimamente invasivo, seguro, de alta tecnologia e que se tornou uma grande alternativa para dores em diversas partes do corpo – dores em região cervical, dorsal e lombar, dores em articulações como joelho, ombro, quadril e pé, dentre outras, como nevralgia do trigêmeo e nevralgia herpética. “Embora não cure a patologia que iniciou a dor, pode trazer grande alívio”, lembra o médico.

 

A radiofrequência trata-se de uma corrente elétrica alternada com frequência oscilatória de 500.000 hz, que flui através de um eletrodo introduzido no alvo em que desejamos tratar, este eletrodo é em formato de uma agulha que é introduzido após anestesia local. O calor é gerado ao redor deste eletrodo, ou seja, no tecido, já que este funciona um resistor.

Existem basicamente dois tipos de radiofrequências, a Radiofrequência Ablativa ou Convencional e a Radiofrequência Pulsátil. De uma forma bem compreensível, a primeiro tem como objetivo queimar o nervo condutor da dor, com objetivo de destruí-lo, já o segundo objetiva modular o nervo que conduz a dor, portando aqui se deseja manter função motora do nervo.

“Esta técnica tem promovido o alívio das dores crônicas de várias partes do corpo de forma eficiente. E vem assegurando uma melhora considerável na qualidade de vida dos pacientes”, ressalta. De acordo com André Félix, o procedimento costuma demorar cerca de meia hora e não há necessidade de uma internação. A alta geralmente acontece três a quatro horas depois de terminado o procedimento, ideal para aqueles pacientes que não querem ou não podem passar pelo processo cirúrgico ou que já passaram, mas ainda sentem dor, têm na radiofrequência uma possibilidade real de melhora, o paciente retoma as suas atividades normais um a dois dias após a intervenção.

 

Com colaboração de Andréa Moreira

Fonte: Nó de Gravata

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe com um amigo(a)








Enviar