Técnicas Intervencionistas em Dor

Técnicas Intervencionistas em Dor


As dores provenientes de inúmeras patologias são tratadas, ou simplesmente controladas com a utilização de técnicas minimamente invasivas, no mundo, inclusive no Brasil, a medicina intervencionista em dor vem crescendo muito.

Dentre as terapias minimamente invasivas podemos destacar os bloqueios diagnósticos, os bloqueios terapêuticos com corticoides, os bloqueios por radiofrequência, os procedimentos de descompressão percutânea do disco intervertebral, a vertebroplastia, os sistemas implantáveis e a aplicação de Botox.

No Brasil a Medicina Intervencionista da Dor é desempenhada por anestesistas, neurocirurgiões, ortopedistas e fisiatras devidamente qualificados. Todos estes com única finalidade: reduzir e controlar a dor, ajudando o paciente a maximizar o seu nível de funcionamento e ter mais qualidade de vida.


Desativação dos Pontos-Gatilho (Trigger-points)

Os pontos-gatilhos, também conhecidos como trigger-points, são nódulos musculares que quando ativos são dolorosos e de forma espontânea, ou após digito pressão, geram dor, muitas vezes referida em outras regiões.

A desativação dos pontos-gatilhos é uma técnica intervencionista que envolve a inserção de uma pequena agulha no nódulo muscular, a aplicação contém anestésico local que pode ou não estar associado a um corticoide (anti-inflamatório) e serve para desativar o ponto-gatilho e aliviar a dor. Geralmente, após um período curto de tratamento, o paciente tem alívio por um bom tempo. O procedimento leva poucos minutos e pode ser feito no consultório do seu médico.


Bloqueio terapêutico

A primeira utilização de corticoide em bloqueios terapêuticos foi na década de 50 em uma peridural, espaço dentro da coluna, e desde então esta droga vem sendo muito usada e estuda com este fim.

É sabido que esta droga age de várias formas, dentre elas: ação analgésica e anti-inflamatória, impedindo a liberação de ácido araquidônico da membrana das células lesadas, possui ainda a capacidade de diminuir o edema, diminuir o depósito de fibrina, diminuir a dilatação capilar, diminuir a migração de leucócitos, diminuir a atividade da doença, diminuir a proliferação de capilares e de fibroblastos, diminuir a deposição de colágeno e diminuir a cicatrização.

A associação de corticoide a técnica intervencionista pode se denominar “bloqueio terapêutico”, já que há uma finalidade de alivio prolongado, ou até mesmo curativa, já que em alguns casos a dor é eliminada, consequentemente o paciente terá mais qualidade para se reabilitar e de um modo geral menor tempo para a voltar as atividades laborais.


Bloqueios Diagnósticos (“Mapeamento da dor”)

Na Medicina da Dor este procedimento tem importância ímpar, de uma forma bem compreensível, por meio dele somos capazes de determinar com exatidão a origem de uma dor. Este bloqueio tem como alvo um determinado nervo, o nervo que transmite a dor, sendo assim é possível fazer o mapeamento de uma determina dor e assim programar a melhor estratégia terapêutica, consequentemente alcançando melhores resultados.


Radiofrequência no tratamento da dor

A Radiofrequência é um procedimento minimamente invasivo, seguro, de alta tecnologia e que se tornou uma grande alternativa para dores em diversas partes do corpo - dores em região cervical, dorsal e lombar, dores em articulações como joelho, ombro, quadril e pé, dentre outras, como nevralgia do trigêmeo e nevralgia herpética. Embora não cure a patologia que iniciou a dor, pode trazer grande alívio.

A radiofrequência trata-se de uma corrente elétrica alternada com frequência oscilatória de 500.000 hz, que flui através de um eletrodo introduzido no alvo em que desejamos tratar, este eletrodo é em formato de uma agulha que é introduzido após anestesia local. O calor é gerado é ao redor deste eletrodo, ou seja, no tecido, já que este funciona um resistor.

Existem basicamente dois tipos de radiofrequências, a Radiofrequência Ablativa ou Convencional e a Radiofrequência Pulsátil. De uma forma bem compreensível, a primeiro tem como objetivo queimar o nervo condutor da dor, com objetivo de destruí-lo, já o segundo objetiva modular o nervo que conduz a dor, portando aqui se deseja manter função motora do nervo.


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