Mitos e verdades sobre exercícios físicos e dor crônica

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Mitos e verdades sobre exercícios físicos e dor crônica

Afinal, movimentar o corpo ajuda ou atrapalha quem sofre com dores todos os dias?

Ao contrário do senso comum, que acredita que o repouso total é a ajuda necessária para tratar qualquer doença, muitos recorrem aos exercícios físicos para combater os sintomas das dores crônicas, e até preveni-las. Dores nas costas, na cabeça, nas articulações, entre outras, fazem parte da vida de 60 milhões de brasileiros, segundo dados da Sociedade Brasileira de Estudo da Dor (SBED). Esse é um problema de difícil convívio, mas algumas atitudes do paciente no decorrer do tratamento podem ajudá-lo a ter um dia-a-dia sem tantos sintomas dolorosos e com mais qualidade de vida. Quem esclarece estas questões é o especialista em dor crônica, Dr. André Félix.

Mas afinal, o que é dor crônica?

A dor é classificada com relação ao seu tempo de duração como aguda ou crônica. A dor aguda, geralmente, é ocasionada por uma lesão. Ela é de curta duração e desaparece quando a lesão cicatriza. Agora, se a dor persistir por mais de três meses, ela é chamada de dor crônica, caracterizada por ser contínua, intensa e de longa duração.

Quem sofre com dores crônicas pode fazer exercício?

Sim. O exercício físico é um dos tratamentos mais conhecidos e recomendados no combate a dor crônica. As atividades são benéficas para todos os tipos de dores, pois causam efeitos analgésicos.

Quais benefícios a atividade física traz para o paciente?

São diversas vantagens. Os exercícios regulares interferem positivamente na vida do paciente em seu bem estar, tanto físico como mental, já que se sentir ativo é um grande avanço no tratamento. Caminhadas e corridas, por exemplo, têm alto valor de evidência no tratamento das dores crônicas por liberarem endorfina (analgésicos naturais do nosso organismo).

Quais dores crônicas podem ser tratadas com a ajuda dos exercícios físicos?

A grande maioria delas e, claro, sempre com o acompanhamento médico. As dores nas costas, na cabeça e nas articulações, por exemplo, podem ser combatidas com atividade física regular. No caso da osteoporose, a prática de exercícios físicos ajuda tanto na prevenção quanto no tratamento da doença. O movimento também é um grande aliado no tratamento da fibromialgia. Além da atividade física, o ideal é que o paciente tenha uma boa alimentação e hábitos saudáveis.

Quais atividades são mais recomendadas?

É importante que o paciente escolha aquela que mais lhe agrada e na qual consiga manter alguma regularidade. Pode ser caminhada, corrida, natação, musculação, hidroginástica, entre outras. É a manutenção do exercício que trará o bem estar e uma melhor qualidade de vida. Entretanto, vale ressaltar que toda atividade física deve ser feita supervisionada por um profissional da saúde. Dessa forma é possível evitar a sobrecarga, lesões e o abandono das atividades por piora das dores.

Existe algum tipo de dor em que não é aconselhável fazer exercícios físicos? Se sim, qual?

Sim. Por exemplo, quando o paciente sofre uma lesão. Logo ocorre a inflamação daquele local e a dor aguda aparece. Nos quatro primeiros dias, período em que surgem o inchaço e a vermelhidão, o repouso deve ser usado, pois é o tempo necessário para que os tecidos e as células comecem a se recuperar. Após o 4º dia, já podem ser inseridos movimentos ativos na rotina do paciente. É importantíssimo que este exercício seja feito de forma gradual e respeitando o limite da pessoa, para que não ocorra outra lesão. E, pouco a pouco, é possível aumentar a intensidade da atividade, fortalecendo os músculos e dando mais amplitude ao movimento. É válido esclarecer essas informações para que as pessoas saibam como agir diante das crises de dor. E que o tratamento da dor crônica deve envolver uma equipe interdisciplinar para melhor identificar e resolver o problema do paciente.

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